segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Nossa cidade tem seu Plano Diretor de Turismo! (TM, 28/08/20)

Publicado na Tribuna Das Monções de 28 de agosto de 2020


O Plano Diretor de Turismo (PDT) de Porto Feliz foi aprovado no ano passado, através da Lei Nº 5680 de 08 de maio de 2019. Pode ser acessado em: https://bit.ly/2PPCMNC.

Apesar de já contar vários meses desde que foi concluído, e apesar da crise da Covid-19 estar prejudicando qualquer ação maior relativa ao turismo, esta é uma ótima notícia para nossa cidade. Leitor(a), pode ter certeza de três coisas: a) O Plano é muito importante, é muito útil para nosso município; b) Foi muito bem feito, está cheio de informações e ideias; c) Precisa haver ação agora – empresários, terceiro setor e Poder Público precisam utilizá-lo.


Muito Útil

Um plano diretor ou plano municipal é um planejamento para o futuro de uma cidade, focando um setor específico (turismo, cultura, saúde, educação...). É um acordo entre os cidadãos e o Poder Público sobre o que deve ser feito pelo município para o município nos próximos anos, para resolver os problemas e promover o seu avanço em determinada área.

O nosso Plano Diretor De Turismo tem ótimas propostas para o desenvolvimento da atividade turística, visando também à sustentabilidade. E o objetivo maior é, com o pleno desenvolvimento da economia turística, enquadrar Porto Feliz futuramente como Município de Interesse Turístico – MIT. Para que depois, em longo prazo, seja classificada como uma das Estâncias Turísticas do Estado de São Paulo!

Ele contém análises apuradas que relacionam as vantagens e dificuldades de nosso município. Possui um estudo da demanda turística; uma relação de atrativos, com localização e vias de acesso; avaliação desses atrativos; avaliação dos serviços de infraestrutura; relação de equipamentos e serviços turísticos; calendário de eventos. Também tem a legislação de apoio ao Turismo e a relacionada a ela, como a ambiental.


Bem Feito

Ele foi construído ao longo de 4 meses por um grupo de trabalho formado por servidores públicos, empresários, conselheiros do COMTUR (Conselho Municipal De Turismo) e membros da sociedade civil. Eles foram orientados pelo SENAC SÃO PAULO, que proveu toda metodologia e mediação necessárias – ou seja, sua criação ocorreu através de um processo excelente.

O resultado foi um documento rico em dados históricos e geográficos, visando tanto orientar administradores quanto “vender” a cidade para investidores e empreendedores. Mas ele pode servir até como referência para pesquisadores. Está repleto de fotos, gráficos e tabelas – as informações estão bem arranjadas e ilustradas para facilitar sua apreensão, a leitura é mais fácil por isso.

O Plano, além de um manifesto a favor do valor da cidade, atingiu a meta de ser um verdadeiro guia, um manual para o desenvolvimento e exploração turística local.


Temos De Agir

Então, o processo de apurar informações e definir alguns bons caminhos iniciais já foi feito, e com louvor. Agora, as administrações municipais devem se pautar por ele. E os interessados no turismo, principalmente na exploração econômica, precisam conhecê-lo. Para daí tomarem iniciativas, formarem alianças e procurarem o Poder Público, para dele cobrar ações e oferecerem sua colaboração.

A participação no COMTUR de Porto Feliz é uma das ações possíveis. Os Conselhos Municipais devem ser pelo menos um dos pontos de reunião dos interessados nos setores da vida municipal, pois eles têm justamente a função de fazer o controle social do Poder Público. Então, leitor(a), considere participar do COMTUR para fazer valer o NOSSO Plano Diretor de Turismo.


JEB (José Eduardo Bertoncello) é funcionário da Biblioteca Municipal e colaborador da Tribuna

Blog: coisasdojeb.blogspot.com / E-mail: joseeduardo.jeb@gmail.com


 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Qual A Situação Da Cultura Em Nossa Cidade? (TM, 21/08/20)

(Publicado na Tribuna Das Monções de 21/08/2020)

A Tribuna Das Monções vem fazendo um importante trabalho de reconhecimento e divulgação de artistas locais e outros agentes culturais. E o jornal tem dado cada vez mais espaço para matérias sobre o setor da Cultura. Desta vez, será feita uma revisão geral de como estão as coisas no município de Porto Feliz:



Quadro Geral
A cidade já tem, há mais de um ano, seu Plano Diretor de Turismo (PDT). Ele foi criado com o apoio do SENAC e aprovado em 08/05/2019. Pode ser acessado em: https://bit.ly/2PPCMNC. Planos municipais como este e o PMC são um acordo entre os cidadãos e o Poder Público sobre o que deve ser feito pelo município para o município nos próximos anos, para consertar problemas e promover o avanço.
O Plano Municipal De Cultura (PMC) foi finalizado no ano passado e entregue ao Poder Público, para apreciação. Ele contém os caminhos das políticas culturais para os próximos dez anos (a partir de sua aprovação) e foi criado pelo Poder Público e pelos cidadãos. O PMC foi concluído na 1ª Conferência Municipal De Cultura (CMC), realizada em 26 de outubro do ano passado.
A lei do Sistema Municipal De Cultura (SMC) também está tramitando. O SMC engloba um conjunto de dispositivos dos quais fazem parte o PMC, a CMC, a Secretaria De Cultura, Esportes e Turismo, o Conselho Municipal De Políticas Culturais (CMPC), o Sistema Municipal De Informações E Indicadores Culturais (SMIIC) e o Sistema Municipal De Financiamento Cultural. Este último será tema de um artigo futuro.
O Conselho é uma organização criada por lei (LEI Nº 5.414 DE 30 DE JULHO DE 2015) que permite aos munícipes se expressar e participarem da administração pública. Todo cidadão interessado nas políticas públicas envolvendo a Cultura deve procurar o CMPC para dar sua contribuição como membro ou como colaborador. E logo ele deve realizar novas eleições para membros.
E agora, além do CMPC, para que a população torne suas opiniões e anseios conhecidos no que toca à área cultural, também existe o Fórum De Cultura De Porto Feliz (FCPF). Ele é um grupo maior (já conta com mais de uma centena de participantes). A ideia da reunião de agentes culturais nasceu em 2016, mas só passou a ser realidade através de um grupo no WhatsApp criado em julho. O Fórum realiza conferências virtuais frequentemente. Para contato, veja o site: http://culturaporto.org.br/.
Ainda não temos nosso Sistema Municipal De Informações E Indicadores Culturais (SMIIC), mas ele está previsto no PMC. E foi realizado um cadastramento municipal de agentes e espaços culturais, através do link: https://www.portofeliz.sp.gov.br/cultura. Ele iniciou-se em 15/07 e ficou aberto até o dia 14/08. Os dados colhidos com ele serão fundamentais para o uso da verba da Lei Aldir Blanc, pois com eles será feito um plano de execução. Também será fundamental para que o Poder Público tenha uma ideia inicial do cenário cultural da cidade. E sempre é importante lembrar: os agentes e os espaços culturais também devem se cadastrar no sistema estadual (http://www.estadodacultura.sp.gov.br/) e no federal (http://mapas.cultura.gov.br/).
Quanto ao auxílio da Lei Aldir Blanc, a Prefeitura, com os dados do cadastramento e seu plano de execução, irá registrar-se na Plataforma +Brasil, e com isso estará fazendo o aceite dos recursos destinados ao município.

Cidade Abundante
Porto Feliz é uma cidade com muitos patrimônios naturais e históricos e é riquíssima em cultura. Possui equipamentos e atrações maravilhosos como o conjunto Biblioteca Municipal/Arquivo Histórico, que funciona num prédio de alto valor histórico e em geral bem preservado, e o Paredão Salitroso, que é uma formação geológica raríssima.
A cidade tem muitos fazedores de cultura e diversos grupos. Esses agentes se mantêm em ação a despeito da falta de recursos e prosseguem com suas atividades. Um dos maiores exemplos é o Sarau Na Casa, a reunião dos interessados em Literatura que continua há vários anos.
A criação de um SMIIC é muito necessária justamente para que tudo isso fique mais claro. E para que o Poder Público possa reconhecer potenciais e necessidades e utilizar uma logística melhor para os recursos.
Também houve movimentos para reconhecimento dos fazedores de cultura e outros talentos. Em 2018 e 2019, através da premiação Melhores Do Ano De Porto Feliz, diversos setores tiveram seus melhores agentes e organizações reconhecidos pelo voto popular. E agora existe o Prêmio Cultural Yamamoto, criado pela Resolução Nº  332, De 09/12/19 (Projeto De Resolução  N° 9 /2019, do Vereador José Luís Ribeiro De Almeida). O prêmio prevê o reconhecimento de agentes culturais escolhidos pelos vereadores.

JEB (José Eduardo Bertoncello) é funcionário da Biblioteca Municipal e colaborador da Tribuna
Blog: coisasdojeb.blogspot.com / E-mail: joseeduardo.jeb@gmail.com

 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Fórum de Cultura Porto Feliz lança a Carta De Porto Feliz

 

Publicado na Tribuna Das Monções de 07/08/2020


Agora diversos agentes culturais da cidade estão em estreito contato e atuando em conjunto: O FCPF (Fórum de Cultura Porto Feliz) é um grupo de interessados na cultura do município, que nasceu de uma reunião através do WhatsApp iniciada em 15/07. Ao longo de apenas duas semanas, essa liga informal evoluiu e já começa a ganhar peso de organização social. Até agora, há 117 membros das mais variadas áreas culturais, como escritores, fotógrafos, atores, dançarinos, artesãos etc.
Sua prioridade é auxiliar na aplicação da Lei Aldir Blanc em Porto Feliz – a medida federal que destina R$ 1,5 bilhões aos municípios para ações emergenciais. Mas o grupo também se comprometeu a prosseguir com o trabalho em equipe após o fim da crise da Covid-19 e a desenvolver um plano de trabalho para organizar melhor o setor cultural na cidade. E para oficializar isso produziu a CARTA DE PORTO FELIZ.
A carta é um manifesto popular com as conclusões dos membros do FCPF surgidas de suas reuniões virtuais. É um compromisso de continuar a união em prol da Cultura do município e de fazer o controle social do Poder Público. Importantíssima, é um registro dos anseios de mais de uma centena de cidadãos atuantes no setor cultural, a “voz do povo” escrita. A Carta De Porto Feliz segue logo abaixo, publicada na íntegra.
O site do FCPF é: https://culturaporto.org.br/ . Através dele é possível enviar mensagens ao grupo e solicitar para participar. O Fórum está aberto para novos membros e pede toda ajuda para sua divulgação, enfatizando que é um grupo apartidário, voltado a unir todas as pessoas de todas as modalidades culturais. E relembra que fazedores de cultura também são aqueles que lidam com o aspecto técnico, como os produtores e diretores, que cultura não deve ser entendida apenas como arte, nem agente cultural apenas como artista.
Agora os cidadãos tem mais uma forma de exercer o controle social, juntamente com o CMPC-PF (Conselho Municipal de Políticas Culturais de Porto Feliz). Agentes culturais e interessados em lutar pelo setor cultural, procurem o Conselho e o Fórum e unam-se a muitos outros.



Carta de Porto Feliz
Esta carta é endereçada a todos os portofelicenses relacionados à cultura, não importa se estão nos palcos ou atrás deles, se são mentes pensantes por trás de um projeto ou seus executores, se trabalham em atelier próprios ou nas ruas.
Esta carta é endereçada a todo Fazedor de Cultura 
Em reunião virtual realizada no dia 19 de julho de 2020, cidadãos e cidadãs fazedores de Cultura do Município firmaram o presente termo intitulado “Carta de Porto Feliz”. 
A Carta, em face do estado de calamidade e emergência cultural ocasionado pela Pandemia, instituiu como ente representativo dos anseios, demandas e necessidades desses mesmos Fazedores de Cultura o “FCPF – Fórum de Cultura de Porto Feliz”. 
Os cidadãos e cidadãs que assinam esta Carta se comprometem a: 
Fazer do Fórum de Cultura de Porto Feliz uma rede de disseminação e consolidação de iniciativas culturais, para além desse tempo de Pandemia; 
Apresentar uma agenda de trabalho com capilarização, engajamento e mobilização com finalidades estruturais através de ações para fazer saber e mapear todas as linguagens e segmentos culturais presentes no Município; 
Nos atos em que couberem melhorias na aplicação da Lei Aldir Blanc no Município, prezar pelo foco no progresso econômico do território e no desenvolvimento humano, especificamente dos que fazem Cultura e dos que foram afetados em questão de renda com a Pandemia; 
Indicar e reivindicar junto às instâncias governamentais do executivo as medidas necessárias para o cumprimento da Lei Aldir Blanc, atendendo a todas as necessidades elencadas no mapeamento inserido nos cadastros municipal, estadual e/ou federal. 
Aplicar os recursos da Lei Aldir Blanc destinados a Porto Feliz de forma solidária, em favor de todos que, através de seus Espaços, Coletivos e Expressões artísticas, se viram afetados pela Pandemia e impedidos de manifestar seus saberes e fazeres simbólicos que tanto contribuem para evidenciar a diversidade da identidade cultural do Município. 
O “FCPF – Fórum de Cultura de Porto Feliz” é um constructo adequado aos tempos atuais em que a descentralização administrativa vem demandando do Estado novas formas na criação de consensos e pactuação em torno de desafios e temas urgentes nas diversas situações sociais emergentes. É uma forma própria da sociedade civil se organizar e colaborar pautando-se em reuniões temáticas e com finalidade de tomada de decisão em favor da coletividade. 
Nesses tempos de Pandemia, são mantidos canais nas redes sociais a fim de dinamizar o diálogo no dia a dia, bem como reuniões virtuais temáticas previamente agendadas. Assim, apresentamos à sociedade esta estrutura democrática e participativa de tal ente organizativo, que é um espaço de geração de conteúdos relacionados aos temas atinentes à Cultura do Município. Este espaço é coletivo, de todos e para todos, com portas abertas a todos os atuantes da Cultura de Porto Feliz que desejem somar conosco.
Seja bem-vindo!
FCPF – Fórum de Cultura Porto Feliz


JEB (José Eduardo Bertoncello) é funcionário da Biblioteca Municipal e colaborador da Tribuna
Blog: coisasdojeb.blogspot.com
E-mail: joseeduardo.jeb@gmail.com





terça-feira, 4 de agosto de 2020

Spartacus Em Prol Da Liberdade (Blog de Carlos Cavalheiro)




Carlos Carvalho Cavalheiro, um amigão professor, produz este blog.
Blog de debate e de denúncia contra a exploração e a discriminação.
(Trabalho de conclusão de curso sobre "Educação para Diversidade e Cidadania", pela UNESP / UAB)


Este é um de seus quatro blogs, a saber:
Spartacus em prol da liberdade
Poetência - Poemas de Carlos Carvalho Cavalheiro
Memórias Negras Sorocabanas
Cristão, não bobão


Carlos é professor de História da rede pública municipal de Porto Feliz/SP.
Mestre em Educação pela UFSCar, Licenciado em História, em Pedagogia e Bacharel em Teologia.
Também é colunista da Tribuna Das Monções, jornal de Porto Feliz, e boa parte de seus textos giram em torno da história da cidade e, com isso, são materiais de referência importantíssimos.





segunda-feira, 27 de julho de 2020

Diretoria De Cultura Abre Cadastramento Para Agentes Culturais Do Município

Intensa Movimentação Virtual Da Cultura
Agentes culturais se unem em grupo virtual e Prefeitura lança cadastramento



Desde a quarta-feira 15/07 surgiu uma grande movimentação na cidade para unir e mobilizar os fazedores de cultura municipais. Da mesma forma que a crise da Covid-19 forçou o governo federal a liberar o maior montante de verba da história para o setor da cultura dos estados e municípios, ela também estimulou os agentes culturais locais a se unirem.
Nas últimas duas semanas foi criado um grupo no WhatsApp para os agentes que conta com mais de 110 membros e duas reuniões virtuais já foram organizadas por ele. Por sua vez, a Prefeitura Municipal iniciou o cadastramento dos profissionais e dos espaços culturais do município.

Lei Aldir Blanc
A Lei Aldir Blanc (Nº 14.017 de 29/06/20) destina R$ 1,5 bilhão para os municípios e, de acordo com estimativas da CNM (Confederação Nacional De Municípios), Porto Feliz teria direito a um total de R$ 392.835,83. Verba esta para ser utilizada em auxílios emergenciais a profissionais e espaços e também para atividades como editais. Por enquanto, o dinheiro não chegou, os municípios estão tendo de se preparar. A partir do sábado 25/07 eles poderão preencher as informações necessárias para o recebimento, que será através da Plataforma +Brasil.
Enquanto isso, é necessário que cada município tome providências como garantir o cadastramento dos agentes e espaços culturais e preparar a lei municipal que definirá o uso do dinheiro (caminho indicado pela CNM).
Cada município terá 60 dias a partir do recebimento da verba para utilizá-la, ou então ela será devolvida.

Cadastramento Municipal
A Prefeitura, através da Diretoria de Cultura, Esportes e Turismo iniciou o cadastramento dos agentes culturais. Ele foi lançado na sexta-feira passada e utiliza os recursos do Docs Google, que são gratuitos. O agente deve entrar no link: https://www.portofeliz.sp.gov.br/cultura . Aí, deve escolher entre duas categorias: PROFISSIONAIS DA CULTURA e ESPAÇOS CULTURAIS. Em seguida, deve responder a um questionário. Para isso, precisa ter uma conta de e-mail no Google, que é fácil de fazer caso ainda não tenha. E, além de perguntas abertas e de múltipla escolha, terá de carregar alguns documentos, como foto do RG e comprovante de residência.
Esse cadastro é importantíssimo para a cidade. Estar cadastrado é requisito para solicitar o auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc, quando estiver disponível. Mas, mesmo que não haja interesse nos benefícios (ou que não seja possível solicitá-los, devido aos critérios) é vital que todos os agentes da cidade se cadastrem para que o cenário cultural do município seja melhor conhecido pelo Poder Público, num primeiro momento, e depois por todos os cidadãos.
Além do municipal, é também fundamental que os agentes se inscrevam no cadastro federal (MAPAS CULTURAIS) e no estadual (SP ESTADO DA CULTURA), os quais já contam com sistemas de informações e indicadores culturais – Estruturas que permitem consulta livre e fornecem muitos dados dinamicamente, até mesmo localizando os cadastrados em mapas. Porto Feliz ainda não possui seu sistema, mas o cadastramento é um grande passo nessa direção.
Agente cultural, cadastre-se para ser reconhecido; Cidadão, colabore com o Poder Público da cidade: divulgue e até auxilie outros a se cadastrarem.

Grupos Dos Agentes Culturais
Para que os agentes permaneçam unidos e fiquem atualizados, além de ficar de olho nas matérias deste jornal, há diversos veículos na Internet:
No Facebook, há alguns anos existe o grupo CULTURA DE PORTO FELIZ: https://www.facebook.com/groups/culturadeportofeliz/. Ele é destinado principalmente a postagem de notícias culturais da cidade.
No WhatsApp, foi criado o grupo FÓRUM CULTURA P. FELIZ. Ele foi iniciado pela bailarina Alessandra Avancini Moreau (da Estação e Cultura Centro de Arte), e entre seus administradores estão vários integrantes do Conselho de Cultura (CMPC-PF). O grupo é aberto a todos os agentes culturais, basta deixar o número no grupo do Facebook citado acima ou mandá-lo para o autor deste artigo, através de e-mail (veja abaixo). Até a quarta-feira, o grupo contava com 117 integrantes das mais variadas áreas culturais.
Esses grupos são grandes oportunidades, pois permitem realizar debates, forjar alianças e iniciar projetos em conjunto. O interessado em cultura também deve ficar de olho no Facebook e no site da Prefeitura Municipal e no Facebook do CMPC-PF (https://www.facebook.com/cmpcpf/)

Ações Do Fórum
No domingo 19/07 ocorreu a 1ª reunião virtual do grupo do WhatsApp. Voltada para orientações sobre a Lei Aldir Blanc, ela não foi presencial e realizou-se através do software Zoom. Contou com os convidados Bia Mattar (bailarina, professora, coreógrafa, produtora cultural e gestora de cultura) e Davi Lima (ator, diretor, pesquisador e articulador em gestão de políticas públicas culturais), que explicaram sobre a lei e a situação da cultura e tiraram dúvidas. Ela foi transmitida pela NOVA TV PORTO, que disponibilizou o vídeo em seu Facebook. Nesta quinta-feira, 23/07, estava marcada para as 20h uma nova reunião, novamente virtual.

JEB (José Eduardo Bertoncello) é funcionário da Biblioteca Municipal e colaborador da Tribuna Das Monções
Blog:  coisasdojeb.blogspot.com / E-mail: joseeduardo.jeb@gmail.com


quinta-feira, 23 de julho de 2020

Cem Anos Do Parque E Da Estação (Matéria de O Arauto)

Centenários! Um Século De História E Beleza!
O Parque Das Monções e a Antiga Estação De Trem completam 100 anos

Matéria: JEB (José Eduardo Bertoncello)
Capa E Ilustrações Internas: Marcelo Henrique Baldini
Publicado no jornal O ARAUTO DE PORTO FELIZ


Neste mês, o Parque das Monções e o conjunto de prédios hoje ocupados pela Biblioteca Municipal, Arquivo Histórico e Estação Das Artes – o antigo Ramal Férreo Porto Feliz-Boituva – fazem 100 anos.  São algumas das maiores jóias do nosso conjunto de patrimônios municipais (que é grande e de alto nível, é importante lembrar). Também completa 100 anos a erma do Dr. Cândido Motta, na Praça da Matriz. 
A inauguração do Parque e da Estação de Trem da Estrada De Ferro Sorocabana foi em 26 de abril de 1920, na gestão do Prefeito Cel. Eugênio Euclides Pereira da Motta. Esteve presente o então Governador de São Paulo, Dr. Altino Arantes (na época, era chamado de Presidente do Estado). Houve uma enorme festividade, cheia de populares. Além dos discursos, houve um desfile pela rua principal da Corporação Musical Da Força Pública (sob o comando do Cap. Antão Fernandes), um banquete público e encerramento pela Banda Militar Da Força Pública, que tocou músicas clássicas. 

Parque Das Monções
O Parque não é apenas um lugar lindo, agradável e com muito verde. Trata-se de um sistema composto por vários patrimônios, alguns históricos, outros naturais; atrações para cientistas, religiosos, amantes da natureza. Num passeio por ele podemos obter conhecimentos sobre a história municipal, regional e nacional; sobre a formação geológica de São Paulo e da Terra; sobre a fauna e flora local. Pode ser considerado um museu a céu aberto – e isso num espaço relativamente reduzido, de aproximadamente um quilômetro.
É um patrimônio tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo). Isso se deu há quase 50 anos, em 1972, e é algo que por si só já alardeia o seu grande valor: É um bem reconhecido oficialmente como importantíssimo e digno de cuidados especiais.
Possui um grande potencial de turismo ainda a ser explorado, até mesmo na esfera ambiental. Seu entorno bastante movimentado somado à poluição do Tietê poderia sugerir que a maioria das espécies prefere não se aventurar por ali.  Entretanto, apesar de pequeno e dentro da cidade, sua biodiversidade é surpreendente, como apontou uma pesquisa de 2009. 


Brevíssima História
A aventura épica e terrível que constituiu as monções é indissociável do Parque. Ele abrigava o Porto de Araritaguaba, do qual partiram os monçoeiros para suas viagens. Como todo bom porto-felicense sabe, elas  foram expedições feitas através dos rios para Mato Grosso e Goiás, principalmente em busca de ouro, mas também tinham fins militares, comerciais, de transporte e até científicos. Ajudaram muitíssimo na expansão do território brasileiro e diz-se que as monções descobriram o Brasil por dentro.
As escadarias do Parque foram erguidas pelos ingleses que também construiram a Estação de Trem em 1919. Sua inauguração deu-se a 26 de abril de 1920, numa festividade que  contou com a presença do Governador Altino Arantes e de um grupo de jornalistas e historiadores. O Monumento Aos Bandeirantes foi encomendado pelo Dr. Cândido Motta, Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura. O famoso historiador e diretor do Museu do Ipiranga, Afonso de Escragnolle Taunay, que idealizou o monumento, fez o discurso oficial da solenidade. 
Quadro anos depois foi criada a Gruta no Paredão Salitroso.

Nosso Parque
Uma mescla de encrusilhada com templos e jardins, que às vezes nos servem de sala de estar ou de auditório: Esses são os parques e as praças. Nesses locais temos um pouco de natureza e um pouco de tranquilidade, que nos permitem fazer uma pausa no frenético ritmo urbano, fugir um tiquinho da correria. Neles podemos parar um pouco, espairar a mente, socializar com arte, amar com mais vagar. São também cenários para os encontros municipais, para eventos culturais/políticos/sociais.
Então, aliado a todo valor histórico de nosso Parque, temos também toda essa verdadeira mágica sutil nele. E um parque não é algo comum na maioria das cidades, temos sorte. Nós da cidade estamos muito acostumados com ele e terminamos até por ignorá-lo, mas boa parte dos turistas fica impressionada com sua beleza.
Além da função paisagística, a vegetação de parques e praças ajuda a diminuir o calor nas cidades; o clima do nosso parque é sempre bem mais ameno do que o da entrada para o local.  Também a vegetação urbana de parques e praças pode ser utilizada por vários tipos de animais, incluindo as aves. Quanto maior a cobertura vegetal de um local, mais diversa pode ser a avifauna presente, e elas funcionam como indicadoras de um ambiente saudável e funcional. Esses animais tem muito valor, eles nos ajudam a viver melhor e contribuem para o controle biológico de pragas como formigas e cobras, a coleta e reciclagem do lixo biológico, a polinização de flores, a disseminação de sementes, entre outros aspectos. E as vegetações também merecem uma conservação prioritária por abrigarem espécies ameaçadas. 
O Parque Das Monções é um aglomerado de recursos preciososo que precisa ser capitalizado. E deve haver preocupação da população local em preservá-lo e melhorá-lo, já que ele é visto como importante ponto turístico para a cidade. 

Partimônios Do Parque
História
Monumento Aos Bandeirantes: É composto por uma coluna em mármore rosa, com a esfera armilar em ferro batido no alto, afixada numa base formada por uma êxedra (um banco de pedra semicircular de encosto alto); Nela, na face interna, há três baixos relevos em bronze que reproduzem três famosas imagens das monções: "A partida da monção", de José Ferraz de Almeida Júnior (1897), "A benção das canoas", de Hercules Florence (1826) e "A partida de Porto Feliz", de Adriano Taunay (1826). O autor do monumento foi o escultor italiano Amedeo Zani, imigrante que chegou a nosso país no ano de 1887.
Batelão: É uma legítima embarcação das utilizadas pelos monçoeiros, com mais de 200 anos. Com cerca de 18 metros de comprimento, foi achado numa fazenda da região nos anos 30. Partido em dois, uma parte chegou a ser exposta no Museu Paulista, da capital. Infelizmente, sofreu muitas depredações, embora sua estrutura básica ainda esteja íntegra.
Gruta de Nossa Senhora de Lourdes: Réplica da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, da França (esta erguida pela igreja católica em 1.700). Foi criada pelos padres franceses Alexandre Hordeaux e Vitor Maria Cavron e inaugurada em 15 de agosto de 1924 (Logo, logo, teremos outro centenário a comemorar!). Depois que os missionários franceses notaram uma semelhança entre o paredão daqui e outro existente na França, obtiveram a permissão da igreja católica para empreender a obra. Então foi escavada a gruta, onde foi instalada a imagem da santa.

Geologia
Paredão Salitroso: É um registro geológico de milhões de anos atrás, com rochas e estruturas de grande valor científico. Formado durante centenas de milhões de anos, foi classificado por especialistas da UNIMONTE (Centro Universitário Monte Serrat, de Santos) como único no mundo. Seu início foi entre 315 e 295 milhões de anos atrás (é mais antigo que os dinossauros!), em um período chamado pelos geólogos de Permocarbonífero, quando o clima e a geografia da região eram bem diferentes do que conhecemos hoje: os continentes tinham outra configuração, até mesmo em sua posição geográfica, e a região de Porto Feliz se encontrava debaixo do mar. A temperatura chegava abaixo de 0º C e grandes geleiras se formavam. O Rio Tietê foi o responsável por expor o Paredão Salitroso por meio da erosão (o rio nasceu há cerca de 15 milhões de anos). Os processos erosivos causados pela água também formaram os buracos chamados de marmitas, que são vistos na rocha do Paredão. Infelizmente, sua composição arenosa facilita a ação de vândalos.

Biodiversidade
É uma zona de transição entre dois biomas; a região apresenta uma pequena porção de Cerrado, mas é predominantemente de Mata Atlântica. A vegetação à beira do Rio Tietê é uma mata ciliar tropical, com cerca de 7,2 hectares. Algumas das árvores são mais velhas que o Parque, ou seja, há exemplares com mais de 100  anos!
Lá é possível ver muitas espécies diferentes de aves e outros animais silvestres dos dois tipos de mata. Embora as aves predominem, também possui répteis (como lagartos e cágados) e mamíferos (como o gambá-de-orelha-branca, a capivara, tatus entre outros).
Numa pesquisa de 2009 foram identificadas 92 espécies de aves, o que corresponde a 11,47% das espécies do estado de São Paulo. Mas este número deve ser maior, podendo bem passar de 100 espécies diferentes.
Possui aves de espécies residentes e das migratórias; Muitas usam a mata para construir seus ninhos para reprodução, outras, apenas para descanso. A maioria das espécies é mais ativa no período da manhã e no entardecer.


Cuidados E Exploração
É imprescindível investir na sua melhor conservação, de maneira a garantir a efetiva proteção de toda área, promovendo o uso público adequado, a acessibilidade plena e adaptação maior para receber turistas, principalmente os de outras nacionalidades.
Para valorizar e "vender" o parque aos visitantes, os caminhos iniciais seriam a melhoria da sinalização, a adoção de melhores formas de transmitir a informação (como textos explicativos mais abrangentes) e a instalação de um programa de monitores, que poderia usar jovens e estagiários.
Deve-se buscar parcerias com universidades que possam se interessar em pesquisar a geologia, a fauna e a flora local, especialmente o Paredão Salitroso. Uma vez cientes, é provável que formandos optem por tornar o local tema de trabalhos de conclusão de curso. E que muitos estagiários de cursos pertinentes também se interessem.
Estudos de ambientalistas, além de fazerem o levantamento da fauna e flora do local, podem sugerir estratégias para a recuperação do solo, o plantio de espécies nativas e até a recuperação de espécies animais (algumas em extinção). Provovendo, assim, a restauração ecológica da sua paisagem natural e a melhor conservação dela. Planejar praças e parques também conforme as necessidades da fauna é importantíssimo.
O local pode ser inserido em roteiros de visitação de cursos superiores e tornar-se um ponto de observação para ambientalistas, principalmente de aves. Com tudo isso, o Parque poderia tornar-se uma referência nos estudos ligados à Biologia, Ecologia, Geografia, Geologia, História e talvez até Arqueologia.
Quanto à segurança, é preciso verificar a eventual necessidade de recuperação e substituição dos equipamentos e garantir a punição com mais rigor dos infratores pegos em flagrante. Também explorar a possibilidade de ampliar o quadro de funcionários e a vigilância do local.

Agradecimentos a Carlos C. Cavalheiro, Jonas Soares De Souza, Reinaldo Crocco Júnior, Cleberson C. Ferreira Da Silva, Marcelo Martinatti, Samara Cazzoli Y Goya, Daniele Janina Moreno, entre outros, cujos trabalhos forneceram todos os alicerces para esta matéria, com muitos dados e diversas ideias úteis. Também a Marcelo Henrique Baldini e ao pessoal do grupo do Facebook Antigamente Em Porto Feliz, através do qual muitas fotos foram conseguidas.

Estação De Trem

O prédio em estilo inglês da Praça “Cel. Eugênio Motta” foi construído para ser a estação de embarque da Estrada De Ferro Sorocabana (EFS), e o foi por 40 anos. Hoje funcionam lá dois setores da Cultura: o Arquivo Histórico Municipal “Sérgio Buarque De Holanda” e a Biblioteca Pública Municipal "Dr. Cesário Motta Jr.". Logo ali perto está a Estação Cultural "Assumpta Luzia Marchesoni Rogado” (Estação das Artes), ocupando o que já foi o antigo armazém de cargas do ramal de trem local. O registro aponta que ele, na verdade, é um pouco mais antigo: de 1919. 101 anos! 
A criação da EFS deu-se principalmente para facilitar o transporte de safras de algodão, sendo vital para o escoamento da produção de açúcar e café. Nos seus quase 100 anos de existência, expandiu-se até chegar a mais de dois mil quilômetros de vias, cobrindo as regiões oeste e sul do estado de São Paulo.
Sobre o ramal de Porto Feliz, consta que pode ter havido duas inaugurações: a de 26 de abril, junto com a do Parque Das Monções, pelo Prefeito e sua comitiva, e uma mais tarde, em 08 ou 10 agosto, esta pela EFS. Ele trouxe muito progresso para a cidade, com a "maria fumaça" substituindo os carros de boi. Além da estação na cidade, havia mais uma, na Fazenda Jupira (antigamente, era grafado como Jupyra). Esse prédio ainda está em pé mas, infelizmente, em péssimo estado de conservação, se deteriorando cada vez mais.
O trem parava na parte de trás da construção, vindo de Boituva. O embarque dava-se bem pelo meio do prédio, através da sala que hoje tem as paredes de vidro – era, então, uma espécie de corredor com portões. Havia uma plataforma junto ao prédio, que foi removida. Para voltar, o trem era girado num viradouro.
Foi destativado em 1960, através do Decreto 37.519 (Diário Oficial, 17-11-1960). Houve protestos da população, políticos e funcionários municipais nas semanas seguintes e até obteve-se uma audiência em 30 de dezembro daquele ano, para tentar impedir. Infelizmente, não rendeu o resultado desejado. Um comício foi organizado no dia seguinte, pelo Prefeito Benedito Aranha. Ele teve intenso policiamento e foi transmitido pela ZYR-223 Rádio Porto-felicense. Nele foi decretado luto por três dias! Bandeiras foram hasteadas a meio mastro e o comércio chegou a fechar suas portas! Os trilhos foram sendo removidos nos dois anos seguintes.
A bela construção já abrigou o escritório do SAAE e o Ministério do Trabalho nos anos 80. Após a saída deles, voltou a ser fechada e só em 1999 foi restaurada. Então, em 2000, o Arquivo Histórico foi criado e a Biblioteca Municipal foi transferida para lá. Também foi restaurado em 1999 o antigo armazém de uso da companhia de trem, há poucos metros dali, e virou a Estação das Artes, onde peças teatrais, espetáculos de dança, exposições cinematográficas e outros eventos acontecem.


Biblioteca, Arquivo E Estação
A Biblioteca tem um acervo de milhares de livros, é cheia de obras com histórias e informações. Lá se vai para se divertir e/ou para ficar mais bem informado e inteligente. Depoimentos de visitantes garantem que ela é de alto nível, incomum na região, uma verdadeira preciosidade. O telefone é o 3262-1903, o e-mail é bibliotecamunicipalportofeliz@gmail.com. A responsável é a bibliotecária Cristina Carneiro Borges.
O Arquivo é um setor que cuida do recebimento, preservação e organização de documentos, fotos e outras formas de registro, nos quais fica abrigada a história da cidade e de seus cidadãos. Está aberto para receber doações; Em caso de ter documentos e/ou outros materiais que queria doar, ligue para o telefone 3262-4544 ou faça contato pelo e-mail arqpmpf.janaina@hotmail.com. A responsável é a arquivista Janaina Piva Mancio, que também costuma escrever sobre a história da cidade.
Arquivo e Biblioteca possuem páginas no facebook, e a Biblioteca também tem site. Basta digitar os nomes dos setores e "Porto Feliz" para encontrá-los e acessá-los.


Agora, a velha questão: Nos dias de hoje, com a Internet e os smartphones, há necessidade das Bibliotecas e Arquivos? A resposta é um grande SIM! Veja porque (alguns dos principais motivos):
Quanto às bibliotecas, ler faz muito bem: acalma, amplia a inteligência, desenvolve a imaginação, estimula o raciocínio, melhora o vocabulário, entre muitos outro benefícios.
E para ler ainda não foi criado um sistema tão amigável e tão gostoso quanto um livro; É de fácil manuseio e cansa muito menos a vista.
Aqueles que precisam fazer uma pesquisa necessitam de fontes confiáveis, e encontrar essas fontes na Internet pode ser difícil, enquanto que uma ida à biblioteca facilita tudo na maioria das vezes.
Em alguns casos os livros para a pesquisa teriam de ser comprados e aí alguns sairiam por um alto preço para serem usados poucas vezes; numa biblioteca, eles podem ser emprestados e lidos de graça, diversas vezes, por várias pessoas.
Boa parte do público precisa da mediação de leitura, que é a orientação prestada para despertar interesse e indicar as melhores obras, e este é um serviço que é melhor realizado presencialmente e localmente.
Quanto aos arquivos, para uma cidade é fundamental manter e alargar sua própria história, e uma das melhores formas de traçá-la é seguindo padrões descritos pelos registros mantidos ali.
Um setor como o Arquivo e seu conjunto de peças dá a sensação de comunidade, de pertencimento a um grupo. E essa sensação é mais importante do que geralmente pensamos, as pessoa precisam se sentir parte de uma comunidade.
A Estação Das Artes possui palco, sistema de som, projetor e um auditório de mais de 120 lugares. Sedia apresentações artísticas e eventos como reuniões, desfiles etc. Os interessados em utilizá-la devem ligar para o telefone 3261-2126. O setor também sedia cursos de teatro e frequentemente realiza exibições cinematográficas e oficinas artísticas.

Agradecimentos a Janaina Soares de Souza Piva Mancio De Camargo, a Roberto Prestes (blog Ropresso) e a Ralph Mennucci Giesbrecht (site Estações Ferroviárias).

  


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Porto Feliz pode ser mais linda, mais agradável, muito melhor para se viver e para receber... E MUITO MAIS PRÓSPERA! Vamos acreditar nisto! ...